Como o Vasco goleou no jogo de ida, restava no segundo jogo, administrar ou ampliar a vantagem obtida. E foi isso que aconteceu. O Vasco teve controle do jogo na maioria do tempo, fez dois gols e ainda teve duas oportunidades claríssimas de aumentar o placar, com Paulinho e Riascos. Mesmo com a classificação assegurada e um placar agregado de 6-0, acho válido refletir sobre alguns pontos da equipe.

Ficou nítido pra todos que assistiram os dois jogos que a equipe do Concepción era bem inferior tecnicamente se comparada com o Vasco. Isso, certamente, foi um fator preponderante para o Vasco construir essa larga vantagem no resultado. Nesse primeiro momento, quero fazer um elogio à equipe, pois a postura tomada contra o Concepción é a ideal contra adversários fracos. Tem que golear, jogar bem, se impor. Quando a equipe vascaína percebeu sua superioridade, foi pra cima do time chileno e mostrou o motivo de ser tratado como favorito.

O outro ponto positivo da equipe cruzmaltina foi a execução da sua ideia de jogo. Está claro que Zé Ricardo pretende fazer com que a equipe mantenha a posse de bola (principalmente contra times mais fracos) e que saia jogando através da troca de passes. Nesse jogo da volta, a proposta de iniciar as jogadas sem afobação, rodando a bola ficou mais evidente.

Feito os destaques positivos, acho importante salientar algumas deficiências apresentadas pela equipe em ambos os jogos. Vejo que o time ainda apresenta uma fragilidade defensiva. Não é um problema de peças, mas sim de entrosamento e posicionamento. Como o time adversário era fraco, a ideia era que eles não levassem perigo ao nosso gol, contudo, não foi assim. Tanto no primeiro jogo, quanto no segundo, o Concepción teve chances de fazer gols, mas esbarrou na falta de qualidade técnica dos seus jogadores. Ou seja, esses fatos demonstram que esse setor da equipe do Vasco precisa evoluir.

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