Parece que não adiantou muito o fato de milhares de torcedores berrarem a plenos pulmões que o atual presidente do Vasco é o principal culpado pelo momento escatológico que o clube vive. Isso se confirma após a bizarra entrevista coletiva concedida por Eurico Miranda no dia 28 de Dezembro.

A coletiva serviria para Jorginho ser oficialmente anunciado como peça fora dos planos para 2016, porém, após a despedida do treinador e de seu auxiliar, Zinho, o homem do charuto fez questão de reiterar que se sente o proprietário do Club de Regatas Vasco da Gama. Vejamos:

“Meu filho Eurico continua sendo o meu representante no futebol. Podem falar o que quiserem.”

Essa é a minha maneira de conduzir o processo e vai continuar sendo assim. Não vou agora começar a ouvir opinião de neófitos.”

“Diretor Executivo no Vasco não há hipótese. Diretores causaram prejuízos no Vasco que estão sendo reparados.”

“Eu desafio que na história do futebol brasileiro tenha algum dirigente que tenha conquistado o que eu conquistei.”

“Eu estou no Vasco porque o Vasco precisa de mim (…) O dia que eu entender que o Vasco não precisa de mim, não fico um dia sequer. Um dia!”

As frases acima foram algumas das ditas pelo mandatário, que destratou a repórteres, comentaristas e até Edmundo. Evasivo às perguntas, o presidente fez o que sempre faz: apontou problemas externos sem reconhecer que o grande problema do clube é ele mesmo.

Sem aprender com a condenação da torcida, Eurico utiliza uma retórica que causa a falsa impressão de que o clube vai muito bem. Pelo visto, o pesadelo continuará em 2017. Quando o ‘doutor’ entender que enquanto ele não se reformular, nenhuma reformulação no Vasco resolverá os problemas do clube, seguiremos com o slogan ‘O sofrimento não para’.

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