São tempos sombrios em São Januário, definitivamente. O ano de 2017 é visto por muitos vascaínos como a grande chance de iniciar a virada, o início de uma redenção. O motivo? Teremos eleições na Colina Histórica e, finalmente, Eurico poderia acabar sendo derrotado nas urnas após esta péssima gestão que estamos vivenciando.

Porém, nem tudo são flores. Eurico Miranda pode manter o cargo de Presidente do Vasco mesmo perdendo as eleições e ficando em segundo lugar. Como isso é possível? Explicaremos a seguir.

A eleição do Vasco funciona da seguinte maneira: a chapa vencedora indica 120 conselheiros e a segunda colocada no pleito indica 30. Ou seja, um total de 150 conselheiros indicados por meio do processo eleitoral. O quadro, porém, é composto por 300 conselheiros porque, somam-se a estes 150 conselheiros eleitos, mais 150 conselheiros beneméritos fixos. São estes 300 homens que elegem o presidente do Vasco por voto.

Na prática, a chapa vencedora terá 120 votos para o seu indicado a Presidente e precisa de mais 31 votos entre os 150 beneméritos para consolidar a vitória. A chapa que fica em segundo lugar, por sua vez, tem 30 conselheiros eleitos e precisa de 121 votos entre os 150 beneméritos para eleger seu indicado.

O grande problema? Muitos beneméritos morreram e Eurico Miranda acabou de nomear 30 novos nomes. Dos atuais beneméritos, muitos já são partidários da família Miranda e agora temos entre eles mais nomes que apoiam a gestão de Eurico. Ou seja, há uma boa possibilidade de que, dos 150 beneméritos, Eurico consiga 121 votos que lhe consolidem como Presidente mesmo ficando em segundo lugar nas urnas.

Em outras palavras, Eurico só estaria definitivamente aniquilado caso ficasse em terceiro lugar, o que é praticamente impossível visto o atual cenário do Vasco.

São tempos sombrios… A torcida do Vasco precisa estar alerta, mais do que nunca.

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