Não podemos nos enganar pelo placar. O resultado final não traduz o que aconteceu na partida.

Acredito que o Milton acertou em manter o esquema tático. Algumas mudanças realizadas na equipe titular foram contestadas, mas vale o destaque para as atuações de Thalles e Escudero. Ambos foram acima da expectativa. O nosso atacante cumpriu a função de pivô com êxito, além de fazer um belo gol. O meia argentino, por sua vez, deu um dinamismo interessante pelo lado esquerdo – até mais do que o Wagner.

Entretanto, há de se ressaltar dois pontos negativos:

1º – A nossa defesa é frágil demais. A equipe do Vitória não tem um poderio ofensivo grande e mesmo assim ameaçou o Vasco. É imprescindível a chegada de um novo zagueiro que venha pra ser titular. A ascensão do garoto Ricardo também pode ser válida. Contudo, vale dizer que Jomar não é pior que o Paulão.

2º – Milton Mendes precisa entender que não podemos jogar na defesa por 90 minutos. É completamente inviável. O time precisa sair pra jogar a fim de que a defesa possa respirar um pouco. Não podemos nos sujeitar a sofrer pressão no jogo inteiro. O jogo mudou após a entrada de jogadores com características ofensivas. Nesse sentido, o desafogo precisa acontecer quando jogarmos no contra-ataque.

Dito isso, acho fundamental destacar a presença dos garotos da base. Com um time mais jovem, o Vasco teve mais velocidade no setor ofensivo e por isso surgiram chances que, felizmente, tornaram-se gols.

A partir disso, vamos torcer para o Milton continuar dando chances para os jogadores da categoria de base. Vimos que esse caminho pode ser interessante. Além disso, a disposição do Vasco nesta quarta-feira foi bacana. Como o time não tem um grande repertório técnico, a presença da raça é importante.

Em suma, é bom deixar claro que não devemos nos empolgar com esse resultado, pois o Vitória não é um adversário tão qualificado e o placar elástico deve-se, também, à formação extremamente ofensiva do adversário.

Muita calma nessa hora.

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