Após o apito final, o sentimento de alívio percorreu o coração de cada cruzmaltino neste Brasil. O Vasco, com muito sofrimento, enfim estava de volta à Série A. Entretanto, a alegria trazida pelo acesso não pode mascarar a campanha fraca realizada por um clube do tamanho do Gigante da Colina.

Após um turno muito bom, com 39 pontos, vimos uma absurda queda de rendimento do elenco vascaíno, com míseros 26 pontos no returno, culminando na perda da liderança e no retorno à 1ª divisão somente na última rodada. Provavelmente a elevada média de idade do elenco tenha pesado, talvez tenha tido um racha no grupo, falta de motivação ou algum problema interno nos obscuros corredores de São Januário. De qualquer forma, foi uma campanha pífia e que precisa fazer a diretoria abrir o olho em relação ao ano que vem.

Mais de 80% dos atletas tem contrato até o fim de 2017. É preocupante, o time precisa ser reforçado, e bem, senão correrá sérios riscos de rebaixamento no próximo Brasileirão. E convenhamos, já estamos fartos de ser motivo de chacota, precisamos nos estabilizar de vez na Série A. A torcida não aguenta mais tantos vexames.

Vasco da Gama parece aquela criança birrenta, que faz besteira, fica de castigo, mas se recusa a aprender a lição e continua cometendo os mesmos erros. Foram três quedas num espaço muito curto de tempo, o que indica que muita coisa deve mudar dentro do clube. De nada adianta subir se a instituição não se renovar, com uma gestão mais profissional, moderna, condizente com o século atual.

Enquanto Eurico Miranda estiver no poder, não haverá boas perspectivas futuras. As bravatas dele não enganam mais ninguém, apenas os mais tolos. Ganhar Carioca é sempre bom e motivo de comemoração, mas o Vasco não pode se limitar a isso, muito pouco para um gigante. O Almirante precisa adentrar mares mais calmos, à distância dos naufrágios recentes. Como o aventureiro que sempre foi, está mais do que na hora de obter novas conquistas. O importante é que o Bacalhau se reinvente, pois no momento é um espelho de seu presidente: envelhecido, fraco e de pouca saúde.

Saudações Vascaínas!

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