Dizer que o Vasco é gigante não passa de um grande pleonasmo. Os vascaínos sabem melhor do que qualquer torcida que a grandeza de um clube não se mede apenas com base em seus triunfos mais fantásticos ou decepções mais deploráveis. O problema é que com um presente mal construído, figuramos entre a galeria dos clubes que acabam se apegando demais ao glorioso passado. Não que isso seja ruim, até porque a história uma vez escrita, jamais se apaga. A questão é que precisamos de um grande futuro!

Uma das coisas que o Vasco ainda não aprendeu é que o futebol mudou. Amemos ou não, vivemos o auge da era do futebol moderno e a compreensão disso é que culminará em uma boa colheita de frutos. Não é possível administrar um time apenas pela paixão, abdicando de profissionalismo e responsabilidade. Clubes atualmente, por mais que vivam por meio de sociedades, devem ser tratados como empresas.

Assim como a mãe que ao dar sermões usa o bom sobrinho como espelho para o filho, farei isso com o Vasco. Se pararmos para analisar a tabela da série A, veremos que quem tem gestão boa está muito bem, obrigado. Basta olhar para o lado e veremos dois de nossos rivais brigando por Libertadores, uma Chapecoense que alcança final de Sul-Americana e, o melhor dos exemplos, um Palmeiras de uma torcida maravilhosa e apaixonada que caiu, sofreu, mas graças ao trabalho de Paulo Nobre, voltou a ser protagonista no futebol brasileiro.

Todos os exemplos citados mostram que quando o trabalho da diretoria é feito com lisura, o clube consegue montar equipes competitivas e com plenas condições de almejar grandes objetivos nas competições que disputa. Trocando em miúdos, o Vasco precisa mais do que nunca entender o futebol moderno, a gestão de pessoas e o profissionalismo. É muito difícil esperar boas coisas de gente incompetente, mas para 2017 é isso que nos resta.

Se mesmo após ter anotado o ‘hat-trick’ da incompetência acumulando três rebaixamentos em oito anos, fazendo campanhas pífias em duas de suas ‘voltas por cima’, o Vasco ainda assim não ter aprendido a lição, persistiremos nesse calvário infinito. Entretanto, se a diretoria do clube entender a dimensão do que disputaremos, traçar um planejamento que ao menos minimize o sofrimento que possa estar por vir, pensando no futuro do clube, podemos passar menos apuros.

Saudações!

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