Apesar do triunfo vascaíno por 3 a 1 em cima do Volta Redonda, a vitória do Bangu acabou com as chances de classificação do Cruzmaltino. Há alguns anos poderia ser considerado vexaminoso não rumar para as semifinais da Taça Guanabara, afinal, soa como obrigação um clube como o Vasco ficar à frente dos pequenos do estado. Não desta vez.

Torcedor nenhum gosta de ver seu time ser eliminado, queremos vê-lo ganhando até campeonato de pingue-pongue se possível. A questão é que a Taça Guanabara, desde 2017, é praticamente inútil graças ao patético regulamento da competição. O Flamengo, por exemplo, foi campeão ano passado sem ter vencido um turno sequer, turnos estes que nada mais são do que decorativos hoje em dia. É válido lembrar também de todo o desgaste e pressão que essas partidas do mata-mata carioca poderiam causar no time, isso enquanto disputa uma Libertadores. Não preciso nem dizer o que é mais importante, né?

Ao menos, essas cinco partidas pelo estadual foram importantes devido a alguns motivos. Primeiro que Nenê enfim saiu do Vasco. Creio que a maioria da torcida seja grata ao atleta, foi muito importante durante sua passagem, sendo decisivo nas conquistas do estadual de 2016, no acesso e na própria classificação à Libertadores, mas o desgaste era visível. Curiosamente, nossas duas derrotas no ano foram com ele jogando. Portanto, não só enxugamos a folha salarial como nos livramos de um peso morto.

Outro fator importante foi a utilização dos reservas, que tem mostrado serviço quando exigidos, como Rildo, por exemplo. Não só os reservas, os meninos da base cruzmaltina tem ganhado cada vez mais destaque. Ricardo Graça, mesmo com seus 20 anos, tem se mostrado nosso zagueiro mais seguro até então. Evander e Paulinho, talentosíssimos, dispensam comentários, sem falar de Bruno Cosendey, que entrou no 2º tempo e meteu um golaço contra o Voltaço. Pouco jogou pelo profissional, mas merece um olhar mais atento dos vascaínos.

Enfim, agora é sacramentar de vez a classificação contra o Concepción e se preparar para o próximo duelo no torneio continental. Não disputávamos uma Libertadores há muito tempo, e uma campanha digna de Vasco seria extremamente gratificante, elevando a moral do clube em meio a um cenário político tão conturbado. Agora é reforçar as fraquezas do elenco e seguir com o trabalho. Ao contrário do que a mídia e os rivais falam, podemos sim ir longe. Nossa camisa é pesada demais, e nenhum caos administrativo vai atrapalhar esse gigante sul-americano.

Saudações vascaínas!

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