Impossível começar um texto sobre o Torneio Internacional de Paris, sem fazer a pergunta que todo vascaíno deseja ver respondida pela FIFA: afinal, o Vasco da Gama é campeão do mundo ou não? Pois bem, ainda que a entidade máxima do futebol não responda, o que pretendo aqui é contar como foi a participação do nosso amado Gigante, e mostrar porque não precisamos de nenhum reconhecimento para nos sentirmos orgulhosos desse grande título.

Em 1957, a equipe do Racing Club de Paris, organizou o que pode ser considerado o primeiro campeonato mundial de clubes, visto que, anos mais tarde passou-se a considerar o melhor time do mundo, a equipe vencedora do confronto entre o melhor das Américas e o melhor da Europa. No Torneio Internacional de Paris, além do anfitrião Racing e do campeão alemão Rot-Weiss Essem, participaram o todo poderoso campeão europeu Real Madrid, e nosso amado gigante Vascão da Gama, melhor equipe da América.

Já no primeiro jogo do campeonato, nosso Vasco encheu de água o choop dos franceses, ganhando de 3×1 na comemoração de 25 anos da equipe anfitriã. Enquanto isso, os poderosos vindos da Espanha encaçapavam fáceis e esperados 5×0 nos alemães. Estava pronto o cenário para que pela primeira vez, os principais campeões do futebol em um ano se enfrentassem para ver quem era o melhor.

Veio então o dia 14 de julho, e com ele o que foi chamado pela imprensa francesa de, “espetáculo esportivo de grande qualidade”. E isso graças a um show que o Vasco deu contra aquela que é considerada uma das melhores equipes que o Real Madrid já teve. Se hoje exaltam o “Real de Cristiano Ronaldo”, e há poucos anos o “Real de Zidane”, na época o que se tinha de melhor no futebol europeu era o tão badalado “Real de Di Stéfano”. Os caras eram tão respeitados, que qualquer um teria receio ao enfrentá-los. Qualquer um, menos o Vasco!

Diante de 40 mil franceses, na vitória por 4×3, o que se viu, segundo jornais locais, tais como, “France Soir”, “Paris Press” e “Figaro”, foi um “extraordinário ballet dos brasileiros”, com uma equipe de “habilidade quase sobrenatural”, exaltando o fato de o Vasco ser “uma equipe muito mais forte do que se supunha”, com jogadores “donos de excelente técnica, com um ritmo rápido que desorientou os espanhóis”. Outras manchetes diziam: “virtuosidade expressional”, “fantasia genial” e “ataques admiráveis”.

Portanto, amigo vascaíno, orgulhe-se independente de qualquer reconhecimento. Orgulhe-se, porque em 1957, com seu “ritmo ultrarápido de jogo de grande classe!”, o eterno pioneiro Vasco da Gama, apresentava para o mundo todo o esplendor do futebol brasileiro!

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